20 maio 2013

Dicas de viagem: roupas para o inverno europeu


Look básico de todo dia: sapato/bota cano longo, jeans, casaco e cachecol. Por baixo do casaco, mil coisas.

Continuando a série de postagens sobre a viagem à França, vou comentar um pouco sobre roupas e frio. Não sei se vou lembrar de todos os detalhes, mas farei o possível para dar dicas sobre como enfrentar o frio Europeu, o que comprar e o que usar, meus erros e meus acertos.

Estive na França entre meados de março e início de abril, fim de inverno e suposto início de primavera. Da primavera mesmo eu só vi algumas poucas flores em Paris. Os outros dias foram de frio intenso.

Foi a minha primeira viagem à Europa. Nancy fica no leste da França. É o nordeste do país, muito próximo à Bélgica e à Alemanha. É fria, muito fria! Tem neve, tem neblina e tem o tão famoso verglas que nada mais é do que gelo que cobre tudo e causa uma dor de cabeça danada. Não vi neve, nem verglas, mas peguei um suave frio de 3 graus negativos. Eu me perguntei por que não morri em um frio desses? A resposta foi simples: roupas adequadas.

Pesquisando


Quando comecei a pesquisar sobre roupas sempre lia ou ouvia a mesma coisa: não leve nada daqui porque não funciona lá. Compre lá porque é mais barato e funciona. Bem, essas orientações têm seus fundamentos, mas não são 100% verdade.

Primeiro, nem tudo na Europa é mais barato do que no Brasil. Cada caso é um caso. Por exemplo, artigos em couro como sapatos e bolsas custam uma fortuna. Os artigos com preços acessíveis passam de 60 euros (156 reais) e não têm boa qualidade. Para um sapato bem acabado você vai deixar na loja uma quantia que inicia por volta de 160 euros (418 reais). Vi produtos bem mais caros que isso em shoppings por lá.

Vitrine de loja de calçados masculinos em Nancy/FRA.

Tendo em mente as informações que pesquisei com meu cunhado que mora lá ou em blogs e portais na web, tracei um plano de compras aqui mesmo no Brasil e que completei minimamente lá na França.

O que levei do Brasil


Sou friorenta, fato. Tenho rinite, sinusite e todas as “ites” que existirem relacionadas ao nariz. Minha vida era um terror quando morava em Caruaru onde os termômetros conseguem marcar um friozinho gostoso de até 16º. Só esse clima era suficiente para deixar meu nariz vermelho e me fazer usar casacos. Mudar para Recife foi uma salvação para o meu nariz. Imaginei que chegando a um lugar onde 7º graus é um “calorzão”, iria ficar parecendo a rena do nariz vermelho. Fiquei, mas foi só isso que aconteceu graças ao meu investimento nos “equipamentos” certos.

Ao contrário do que muita gente pensa, os casacos são a última etapa em que se deve pensar. Essa sim é uma etapa que você pode deixar para fazer lá. As demais, aconselho pôr em prática ainda no Brasil.

Primeiro você vai precisar de um bom conjunto de segunda pele. Ele será o seu melhor amigo durante toda a viagem. Aqui no Recife há lojas que vendem, mas são caras, cerca de 90 reais cada peça. Pesquisando na web eu encontrei a loja Ceroula (http://ceroula.com.br/) que é lá do sul e vende diversas roupas próprias para baixas temperaturas. Os preços são bem mais amigos, 25 reais a calça e 28 reais a blusa. São iguais às que se vende no Recife. Comprei segunda pele, meias e luvas. A Janice, dona da loja, é super atenciosa e não tive nenhum problema com a compra. Só aconselho não escolher o envio por PAC porque o nosso querido serviço dos Correios pode deixar você na mão. Um conjunto é suficiente porque dá pra lavar e secar rapidinho. Se tiver grana disponível, compre mais de um. A composição da peça é 100% poliamida com uma trama diferenciada que não permite que seu corpo perca calor, o que deixa você aquecido. Usei o conjunto todos os 20 dias da viagem. Lavava toda noite e de manhã já estava seco.

Se for investir em roupas íntimas, aconselho a compra de peças do mesmo material. A Trifil tem uma linha sem costura, com peças de poliamida que funcionam super bem. Você pode lavar a calcinha no banho, que seca em poucas horas. Assim você leva poucas peças e economiza espaço na mala. Acredite, você vai querer espaço na mala para trazer coisas de lá.

Do Brasil também levei três blusas de algodão com mangas compridas. Também as usei todos os dias. Fazem parte do look camadas que falarei mais adiante. Tive a péssima ideia de levar blusas de manga curta que não usei. Se soubesse teria levado mais algumas de manga comprida. Minha dica é não investir em nada sem manga, você não vai usar. Para resumir, o que levei e usei: 3 cardigans (Zara), 2 suéteres de tricô (Zara), 3 blusas de manga comprida (Hering), um casaco de poliamida com capuz (Oxer), um blusão de Fleece (Nord) e um tricozão de gola alta que comprei na C&A de Guarulhos em 2003, peça histórica (não é, Ivana Perobelli?).

Essas são exatamente as coisas que levei, incluindo modelos e cores. Tem quase tudo na web, até o pijama foi esse :)

Levei também jeans (4) e sapatos (2). Sapato é algo que precisa ser bem pensado. Compre sempre um número maior que o seu porque você vai precisar usar meias pesadas ou mais de uma meia normal. Tem que ser confortável porque você vai andar mais do que o Forrest Gump. Se o sapato ficar apertado, você vai estragar sua viagem ou gastar suas economias comprando outro por lá. Eu levei um Converse cano médio que é suficiente para aguentar o frio. Também levei uma botinha de couro preta (Sonho dos Pés) que esquenta menos, mas deixa o visual mais arrumado. Uma meia térmica junto com ela e tudo certo. Um chinelo é uma ótima pedida para ficar em casa ou para tomar banho. Mesmo com aquecedor, o chão no interior das casas é frio.

Levei também uma bolsa que fechava bem. Esse é um critério muito importante porque você precisa proteger seus pertences da chuva, do vento e dos picket pockets que estão por todos os lados. Levei uma Puma, presente da minha amiga Déb Meneses, tipo saco, que funcionou perfeitamente para carregar tudo, inclusive minha câmera. É uma bolsa modelo fitness, mas há modelos tipo saco menos esportivas para quem quer um look mais arrumadinho.

A maior surpresa que tive foi um pijama baratinho que comprei na Marisa. Fininho, mas que esquentou muito bem. Usei todos os dias e não senti nenhum frio com ele. Precisa mesmo ser um conjunto de calça e blusa com mangas compridas. Levei duas meias de lã acrílica da Lupo, fio 80, suficiente para encarar o frio, junto com a segunda pele. Acessórios, cosméticos e makes eu aconselho levar o mínimo possível. Você vai querer comprá-los por lá e super vale a pena fazer isso.

Minha mãe apareceu com um cachecol lindo que comprou e nunca usou. Levei para fazer um charme porque com as golas altas e o cabelo comprido eu não senti necessidade de usar. De Caruaru eu levei um gorrinho de tricô, com aba estilo boné, que me salvou das chuvas em Paris.

Dando dicas assim parece que sou a pessoa mais controlada do mundo, não é? Não sou mesmo. Só pesquisei muito e acabei tendo boas escolhas. Até chegar nesse ponto eu espalhei zilhões de coisas na cama e fui excluindo aquilo que me fez ficar em dúvida se usaria ou não. Surgiu a dúvida, descartei. Mesmo assim errei. Das coisas que insisti em levar e não usei: um Converse cano baixo, duas camisas de botão em viscose e duas blusinhas de viscose com manga curta. Enfim, todo mundo erra...

O que comprei ou peguei emprestado na França


Eu levei um par de meias térmicas e dois pares de meias de algodão normais. Diz a lenda que no frio intenso você não transpira. É mentira! Transpira menos, mas transpira sim. É preciso lavar sempre as meias. Como as meias não secaram tão rápido, acabei comprando meias por lá. Foi um bom investimento porque as meias na frança são fininhas e próprias para baixas temperaturas. Ficam mais confortáveis nos pés. Paguei 6 euros (15 reais) em um combo com dois pares.

Só tive essa necessidade, por incrível que pareça. Minha sogra sentiu mais frio que eu e teve que comprar um conjunto de roupas para frio, estilo a segunda pele, mas de algodão e bem mais grossas. Foram caras (uns 60 reais cada uma) e não se ajustam ao corpo. Essas roupas têm uma escala de calor que vai do 1 ao 4, sendo o nível 4 o que mais esquenta. Ela reclamou que em ambiente fechado elas esquentaram demais.

Na rua você vai mesmo precisar de um bom casaco ou sobretudo que proteja do vento, da chuva, da neve etc. Esse é importante que você deixe para resolver quando chegar lá. Eles são enormes, se quiser levar do Brasil vão tomar muito espaço na sua mala, além de custarem muito mais caro. Essa peça vai por cima de todas as outras e geralmente tem capuz ou gola alta. Acabei pegando emprestado um daqueles de nylon e penas de ganso (esse da foto ao lado) que são bem leves e protegem bem. Vi nas lojas em Nancy a partir de 40 euros (100 reais). No Brasil vi na Centauro por quase 400 reais. Em um próximo post eu falo melhor sobre tudo que comprei por lá, além das meias.

Look todo dia


Sabe aquela sensação “tô na Europa e vou sair bonequinha”? Esqueça! O look do dia na rua será o seu casaco. Basicamente é só ele que vai aparecer. As roupas por baixo dele só aparecem quando você estiver em um ambiente fechado e com aquecedor, ou seja, quase nunca se você for uma pessoa urbana, cidadã do mundo e quiser bater perna e conhecer as cidades assim como eu. Também é preciso estar com a mente bem aberta para se olhar no espelho e não encucar com a quantidade de roupas. Naturalmente você ficará mais "cheinha". Só há duas opções: sair serelepe e quentinha ou sair de vestidinho com meia preta e sapatilha e sentir o frio corroendo o seu osso.

Se você quer dar um pouco mais de estilo ao seu look invista nas cores. Foi o que fiz ao me jogar no vermelho, azul bic, verde esmeralda, roxo e outras cores. Com casaco marrom fez um contraste interessante e até que me senti bonitinha em alguns momentos, bem poucos.

Para não sentir frio – e nem calor – você precisa se vestir em camadas. De acordo com a temperatura do ambiente você vai colocando ou tirando roupas para se ajustar. Para que isso funcione as roupas escolhidas não podem marcar o que está por baixo. Sendo assim, o uniforme vai ser sempre jeans+blusa+casaco.

Eu saí sempre com o conjuntinho de segunda pele. Por cima dele uma calça jeans e a blusa de algodão com manga comprida. Em seguida eu colocava um suéter ou cardigan onde podia ousar mais. Depois disso entrava em cena o casacão para sair na rua. Nos pés eu colocava a meia térmica ou a meia francesa mais o sapato.

Usei pouco o cachecol. Só em dias de muito vento para proteger o nariz que estava a lá Bozo. Luvas eu não usei porque atrapalham muito, principalmente na hora das fotos. É praticamente impossível usar uma câmera em modo manual com luvas nas mãos. Difícil medir luz, ajustar diafragma... Enfiar as mãos nos bolsos dos casacos já resolve o problema do frio. O look constante era como esse da foto com algumas variações a cada dia. Se você estiver totalmente arrumadinha, todos saberão que você não é francesa. A marca típica do francês é ter uma "baguncinha" no look. Nas mulheres essa assinatura geralmente é o cabelo meio bagunçado. Acho uma graça!


A mala


Item de extrema importância. Leve uma tamanho grande. Eu tenho uma mala média e minha mãe me emprestou a dela tamanho grande. Cometi um grande erro ao me deixar levar pela opinião dos meus familiares que diziam que a mala era absurdamente grande. Deixei de trazer muita coisa da França. Fiquei sem espaço na maldita mala média.

Deixe espaço sobrando. Não leve nada que deixe você em dúvida sobre o uso. Aproveite essa dúvida para liberar espaço na sua mala. Cosméticos você vai comprar por ótimos preços em qualquer farmácia ou mercado. Em cada esquina haverá algum. Leve apenas o suficiente para uma emergência (vai que o avião te despacha no Serengeti africano!). O mesmo vale para acessórios e bijoux, lá são mega baratos e lindos.

Eu acho que é isso. Se lembrar de algo mais eu faço update na postagem. Espero muito que minhas dicas sejam úteis para quem decidir viajar e encarar o inverno europeu.

10 maio 2013

DIY - Dia das Mães


Dia desses, entre um diálogo e outro:

- Sim, mainha! O que é que a senhora vai querer de presente do Dia das Mães?
- Nada, minha filha! Junte seu dinheiro para comprar coisas para você e para a sua casa.

Eu sou uma consumidora m.u.i.t.o chata! Gosto de produtos e serviços de qualidade. Não os mais caros - que em minhas últimas experiências têm sido os piores - mas os que valem o meu investimento. Por esse motivo, dar presentes para mim é algo muito sério.

Gosto de pesquisar e saber, mesmo que minimamente, se a pessoa está precisando de alguma coisa ou desejando muito por algo. Quando são pessoas muito próximas, pergunto na cara dura se querem alguma coisa em especial. Sempre faço minhas surpresinhas, mas gosto também de saber que meu presente é algo útil àquela pessoa.

A minha mãe quase sempre diz que não precisa de nada, salvo no último aniversário, no qual ela me pediu um pó facial. Achei tão fofo que fui atrás do pó feito louca. Então, eu já sabia que no Dia das Mães seria certo o diálogo que narrei no início dessa postagem.

E a minha mãe é muito engraçada! Ela é aquele tipo de pessoa que considera muito qualquer coisa que ganha. Qualquer coisa mesmo! Até um grampo de cabelo que você decida dar para ela. Tenha certeza de que ela guarda, usa e vai lembrar dele para o resto da vida. Se for no aniversário, certamente vai colocá-lo sobre a cama arrumada, junto aos outros presentes que receber. O que considera é o fato de você ter se lembrado dela, o presente em si não importa tanto assim. Para ela todos os presentes têm o mesmo valor. E eu já vi isso acontecer.

Pensando nisso, decidi fazer eu mesma o presente da minha mãe. Pensando em muitas mamães, que eu sei que são parecidas com a minha, decidi também ilustrar a produção em forma de passo-a-passo. Fiz com minhas próprias mãos e não gastei quase nada porque tô seguindo o conselho lá de cima. Tenho certeza que a minha mamãe vai ficar super feliz com a possibilidade de outras mamães receberem algo parecido com o presente dela.

1º passo – Material


Usei um vidro vazio de geleia, etiquetas adesivas, impressora jato de tinta e açúcar em cubos que comprei pronto. Mas você também pode fazer em casa porque é super simples. Não fiz porque demora para secar e eu já estava com o prazo super apertado.

2º passo – Projetar


Montei o projeto utilizando um software de edição gráfica. Pode ser qualquer um: Photoshop, Illustrator, Indesign, Corel Draw, Paint... Aquele que você tiver habilidade. Se não tiver, deixei aqui o link para download do meu projeto. Fiz essa gracinha na frase, mas você pode fazer como quiser. Nele há duas etiquetas, uma maior para a tampa e uma menor para o rótulo. Também há uma faixa que vai circular todo o vidro.

3º passo – Imprimir


Comprei etiquetas adesivas que são facilmente encontradas em qualquer livraria. Já há etiquetas disponíveis em formato redondo, mas também dá para fazer em uma folha adesiva inteira e cortar com carinho usando uma boa tesoura. Como eu trabalho com isso já tenho estoques desse material de expediente no escritório. Com o projeto pronto é só imprimir e recortar.

4º passo – Preparar o vidro e colar os adesivos




Eu lavei bem o vidro de geleia  Não consigo jogá-los fora, são tão lindos! Deixei de molho em água e sabão e quando o rótulo estava bem molinho eu removi com palha de aço. O maridão lixou a tampa para deixar com um aspecto mais bonitinho, mas essa etapa pode ser dispensada. Depois é simples, basta colar as etiquetas que você acabou de produzir. A dica é ir com calma para não ficar tudo torto.

5º passo – O conteúdo


Usei cubinhos de açúcar que comprei no mercado, mas você pode colocar o que quiser inclusive a própria geléia. Qualquer coisa fica um charme nesses vidrinhos. E com um projeto feito por você, fica melhor ainda.

Esse é o resultado final:


Aqui eu deixo mais links de projetinhos Do it yourself que são sempre boas opções para presentear quem a gente ama.


Update: Fiz uma outra versão para o maridão presentear a minha sogra. Dessa vez usei açúcar demerara, aquele mais escuro e com cristais maiores, que ela adora. Ficou lindo também. Perdão pelas fotos... Foram feitas às pressas e com celular :D




29 abril 2013

A Torre Eiffel

Há souvenir de Torre Eiffel por toda a cidade. Dica: quanto mais próximos da torre, mais caros.

Vou começar a série de postagens sobre a minha viagem à França pelo destino final: Paris. Pensei em escrever sobre as minhas impressões da cidade, devo lançar algumas delas já nesse texto, mas a abordagem completa da coisa toda eu vou deixar para um post único.

Grosso modo, Paris foi o que menos gostei do que vi na França. Acho que o meu lado cético me ajuda muito (atrapalha também) na hora de avaliar as coisas, já que nunca espero muito luxo de nada com que me envolvo ou no que participo. Gosto de avaliar tudo com os meus dois pés no chão e se você é como eu, vai perceber que pisar em solo parisiense não vai fazer chover estrelinhas de glamour e nem fazer tocar, de plano de fundo, a canção Douce France. É mais fácil você lembrar de Edith Piaf em Non, je ne regrette rien.

Deixando as críticas à cidade para outra postagem, vou focar no que mais gostei de ver na capital francesa: a Torre Eiffel. Parece cliché dizer isso, mas a torre é, em minha humilde opinião, o lugar/obra/experiência mais legal de Paris. Há outras, mas a torre é a mais legal!

A torre é linda. O ferro do qual é feita tem um tom ocre que varia de acordo com a incidência da luz. Tive a oportunidade de vê-la sob sol e céu azul e também em um momento de céu nublado com fundo inteiramente cinza. Ela contrasta com o background em qualquer situação. Por vezes ela é negra, por vezes um pouco bronze e em outros momentos chega a ser levemente prateada, vai depender do seu posicionamento em relação a luz e também do clima do dia. Só isso já me encantou.

Aquele momento em que você agradece por sua câmera possuir visor com giro 360º

Aí você pensa: o que tem demais em uma torre de ferro entrelaçado? Eu respondo: muita coisa. A Torre Eiffel é rica em detalhes, arcos, arabescos e formas geométricas que fazem você passar horas admirando e pensando em como se deu o projeto de construção de obra tão grandiosa. Eu lembrei logo de vários assuntos, por exemplo, a Lei dos Terços e a Proporção Áurea (alô, Raquel Matsushita!). Abro aqui um parentesis para dizer que tive a excelente oportunidade de ver os desenhos, rascunhos e maquetes da torre que estão expostos no Musée de Strasbourg. Não é permitido fotografar essa área do museu, mas garanto para vocês que a experiência de ver o projeto e ler os apontamentos dos engenheiros e arquitetos da época é muito gratificante, mesmo fazendo você parecer um profissional que precisa trabalhar muito para chegar perto do nível deles. Fecho meu parentesis.

Gustave Eiffel ao pé da torre.

A história da torre também é fascinante. Em resumo, é uma obra que foi construída em comemoração ao centenário da Revolução Francesa. Houve um concurso de design arquitetônico do qual participaram mais de cem projetos. O escolhido? A torre de estrutura metálica proposta pelo engenheiro Gustave Eiffel (foto acima). Era período de Revolução Industrial e a torre, com seus mais de 300 metros de altura e 7 mil toneladas de ferro, era um excelente ícone de representação de poder, o poder da França. Gustave Eiffel também é responsável pela estrutura metálica da Estátua da Liberdade. Estados Unidos e França tinham um relacionamento mais "afinado" naquela época.

A torre seria demolida após a comemoração. Quando você a vê de perto fica imaginando o tamanho do absurdo que seria destruir uma obra tão grande, sem falar na contribuição artística e histórica que seria destruída junto com ela. Seria, no mínimo, um dos maiores desperdícios da história. O que a salvou foi o fato de funcionar também como antena de transmissão de rádio. É aquela coisa, uma antena de rádio serve muito mais a uma guerra do que a beleza de uma obra arquitetônica.

Porque um bom projeto precisa de assinatura.

Com esse tamanhão todo, não restam dúvidas que dá pra ver a torre de vários lugares da cidade. A vista de Montmartre, bairro cult de Paris, próxima a Basílica de Sacré Cœur é uma das mais lindas. Passeando pelo centro você também poderá vê-la entre as ruas em cenas também muito fascinantes.

A subida é paga. Há elevadores nos quatro “pés” da Torre Eiffel. Paguei 7 euros para ir até o segundo estágio, esse que marco na foto a seguir. Você pode ficar por lá o tempo que desejar. (fica minha crítica à Prefeitura de Olinda, que só permite que você passe 15 minutos no mirante da caixa d'água, na Sé).

Não vi ninguém descer no primeiro estágio, mas creio que seja possível. A subida é um tanto quanto incômoda para quem tem vertigem, assim como eu. Mas, encaro a vertigem para ter uma experiência legal. Só não encararia se fosse algo que pouco me acrescentaria como um parque de diversões. Para subir até o topo o custo é de 14 euros e mais o seu coração, que pode sair pela boca. Essa eu não encaro nem pela experiência.

Torre vista a partir do plano elevado do Trocadéro

Do segundo andar você tem uma visão absurdamente linda de toda a Grande Paris. O Rio Sena, os palácios, a Basílica de Sacré Cœur, toda Paris, em 360º, a perder de vista. É lindo! Nesse estágio ainda há uma escadinha para um mezanino onde você pode estar ainda mais alto. Mesmo não curtindo muito a cidade, a vista é demais. Aliás, o que não gostei na cidade não diz respeito à aparência, são outras questões.

Passei algumas horas no Trocadéro e no Champ de Mars, onde fica a torre. Horas de admiração e cliques. Para chegar à Torre Eiffel de metrô é necessário escolher alguma linha que leve até a estação Trocadéro. Tem várias linhas, trens a cada dois minutos e mapa gratuito em cada estação. O metrô não é lá essas coisas, mas, sem dúvidas, é a melhor opção para se locomover em Paris. A não ser que você tenha tempo e disposição para encarar as vélos (bikes). Comprei cadernos de dez passagens, cada caderno custando em média 30 euros (trinta euros e dez centavos para ser mais exata).

Foi um passeio lindo que salvou meu último dia em Paris. Fiquei querendo voltar para ver a torre à noite. Mas, isso vai ficar para uma próxima visita, se o destino assim quiser. Seguem mais alguns cliques:

Vista a partir da Basílica do Sacré Cœur

Vista a partir das ruas do centro

 Os reflexos no vidro do ônibus revelam um pouquinho mais da cidade

Em contraluz: o maravilhoso arco e seus detalhes de tirar o fôlego 

Do segundo estágio até o topo

Lunetas para ver melhor a cidade. 1 ou 2 euros, vai depender do tempo que desejar observar

A região business de Paris. São os prédios mais altos e modernos de toda a cidade.

Vista do segundo andar da Torre Eiffel

Vista do segundo andar da Torre Eiffel

La Boutique Officielle

 Do Trocadéro

17 abril 2013

Voltamos!


Acredito que muita gente tenha notado que o blog ficou parado nos últimos dias. Se ninguém notou, teremos um problema sério de crise de rejeição para encarar (risos!).

Temos justificativa para a parada: férias! Após seis anos de trabalho ininterrupto, decidimos parar por 20 dias. É certo que rolou trabalho nesse período, mas nós tentamos descansar e posso dizer que estamos renovados. Foi tudo tão corrido e inesperado que não deu tempo de tocar no assunto aqui no blog. O bom disso é que há material para inúmeras postagens daqui pra frente.

Estive na França entre os dias 20 de março e 11 de abril. Fiquei hospedada em Nancy, leste da França, na casa de familiares, muito bem recebida pelo cunhado, sua esposa, mamãe do meu sobrinho Gabriel, nascido há exatos dois meses e Anninha, sobrinha linda que tanto amo. Também preciso deixar registrado o carinho recebido por todos os demais familiares franceses. Eu realmente me senti em casa.

Passei rapidamente por outras cidades como Metz, Strasbourg e, por fim, Paris. Tenho muita coisa para contar e outras tantas para mostrar nos 8 gigabytes de fotos que fiz por lá. Pretendo fazer postagens sobre dicas do que levar na mala, sobre a preparação para encarar as temperaturas abaixo de zero, compras, onde ir, que passeios fazer, o que comer, ou não (sim, todo mundo faz escolhas erradas!) e muitas outras curiosidades. 

Então, é isso. O blog não acabou, só tirou férias. Sigamos em frente com força total. Publiquei algumas fotos no meu perfil no Facebook. Quem quiser se aventurar por lá é só seguir: https://www.facebook.com/karlavidal

18 março 2013

Programação inovadora marca a terceira edição da Jornada EaD: o futuro da arte

Evento substitui palestra por talk show e debate como games, tablets e smartphones viram a sala de aula “de ponta a cabeça”



Por Clécio Vidal e Karla Vidal

700 mil telefones Android entram em circulação diariamente. Dois meses de upload no Youtube produzem conteúdo equivalente a 50 anos de televisão. Os cursos online começam a ser estendidos para públicos massivos. O crescente uso do itálico para destacar o empréstimo de termos estrangeiros é a marca mais sutil deste contexto, onde as fronteiras entre arte, tecnologia, divertimento e educação estão se reconfigurando fortemente. Para discutir esta nova geografia, pesquisadores de diferentes áreas estarão reunidos na III Jornada EaD: o futuro da arte, que acontece no próximo dia 6 de abril na Universidade Anhembi-Morumbi, São Paulo.

O evento não se resumirá à tradicional modalidade da palestra. Adotará o talk show como forma de socializar o conhecimento. A ideia é promover um cara a cara entre alguns dos maiores pesquisadores brasileiros em tecnologias aplicadas à educação, a exemplo de Lúcia Santaella (PUC-SP e USP), com mais de 30 anos de pesquisa na área de comunicação e semiótica, e João Mattar, um dos maiores especialistas brasileiros em agitação e articulação de redes sociais. Durante o talk show, será feito um retrospecto da carreira de Santaella, com provocações teóricas a respeito de seus principais conceitos como o de linguagem líquida e da possibilidade de, por meio das redes sociais, tornar a educação onipresente.

Mattar falará sobre os desafios para uma incorporação bem-sucedida dos games e das redes sociais nos ensinos fundamental, médio e superior, bem como no âmbito empresarial. Refletirá ainda sobre os procedimentos e implicações dos cursos online abertos para públicos massivos, fenômeno que começa a ganhar espaço no Brasil.

Figurando no Top 100 da Online Universities como uma das especialistas mundiais em tecnologia e considerada a 8ª professora mais influente do mundo no Twitter, a pesquisadora Martha Gabriel, autora do best seller Marketing na Era Digital, trará para o evento sua experiência em combinar marketing, design e Belas Artes. “Para dominar o marketing no ciberespaço, é preciso aprender não só a se comunicar com as pessoas, mas também a conversar com os computadores”, salienta. A fim de indicar maneiras de desenvolver esta conversa, Martha, palestrante internacional diversas vezes premiada, traz para a Jornada EaD palestra cujo foco são as estratégias de marketing digital para instituições de ensino, como redes sociais, mobile e busca.

Sala de aula virada de ponta a cabeça - Flipped classroom ou sala de aula invertida é uma nova proposta de aprendizagem que se apropria de ferramentas como os tablets e smartphones para subverter os limites entre casa e sala de aula, O pesquisador André Genesini, do Centro Universitário SENAC-SP, descreverá os principais aplicativos e metodologias usadas para inverter a sala de aula, integrando os tablets e smartphones ao currículo escolar. Genesini aponta caminhos para administrar, no circuito multimidiáitco, a problemática relação entre autoria, trabalho em grupo e a pesquisa colaborativa.

Durante a III Jornada, a professora Maria Elizabeth Bianconcini (PUC-SP) conduzirá um debate sobre os rumos do curso de Pedagogia a distância no Brasil, com base nos resultados de pesquisa da Fundação Victor Civita.

Na palestra Evolução do Design Instrucional e Desafios Futuros, a pesquisadora do Senai, Andrea Filatro, vai destacar a evolução dos conceitos, processos e produtos oriundos das práticas do Design Instrucional (DI). O termo Design Instrucional (DI) é um dos mais empregados nas discussões sobre educação a distância e diz respeito aos processos de planejamento, formatação e desenvolvimento de metodologias, materiais didáticos e atividades pedagógicas específicas para a EaD.

Contatos para a imprensa 
Prof. Dr. João Mattar 

SERVIÇO

III Jornada EaD: o futuro da arte 
Quando? 06 de abril de 2013 (sábado). 
Onde? Auditório da Universidade Anhembi Morumbi. Rua Casa do Ator, 275. Vila Olímpia. São Paulo. 
Horário? 08 às 18h. 

Você vai gostar de viajar por aqui:

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